O Governo português autorizou a entrega de propostas vinculativas por parte das companhias aéreas Air France-KLM e Lufthansa, que visam adquirir 44,9% da TAP. O ministro das Infraestruturas e Habitação, Miguel Pinto Luz, destacou em conferência de imprensa que as duas propostas não vinculativas já apresentadas eram “equivalentes” e cumpriram todos os requisitos do caderno de encargos.
Miguel Pinto Luz sublinhou que as propostas estão muito próximas em termos de ambição e alinhamento com as exigências do caderno de encargos. Embora não tenha revelado os valores propostos, o ministro afirmou que também nesse aspeto as ofertas são “muito equivalentes”, o que deixa o Governo confortável com o processo.
Agora, as duas companhias têm um prazo de noventa dias para submeterem as suas propostas vinculativas, que serão avaliadas pela Parpública durante o mês de agosto. O objetivo é que, até ao final de agosto ou início de setembro, o Conselho de Ministros tome uma decisão sobre a venda.
As propostas vinculativas deverão incluir uma proposta financeira com valores em euros, outras formas de valorização financeira, informações sobre a obtenção dos meios financeiros e propostas técnicas. O ministro garantiu que as empresas terão acesso a toda a informação interna da TAP para realizar as suas due diligence.
Na próxima fase do processo, os critérios de seleção serão mais rigorosos, com a valorização financeira a assumir um papel central. Tanto a Air France-KLM como a Lufthansa já expressaram o seu agradecimento ao Governo português pela oportunidade de participar nesta fase do processo de privatização da TAP.
A Air France-KLM afirmou que a TAP se encaixa na sua estratégia multi-hub, com o objetivo de reforçar operações em Lisboa e desenvolver a conectividade noutras cidades, incluindo o Porto. Por sua vez, a Lufthansa reiterou o seu interesse na TAP, considerando-a uma companhia de elevado valor estratégico na aviação europeia. A localização geográfica da TAP, a força da sua marca e a sua presença em mercados-chave conferem a Lisboa um papel relevante nas estratégias do grupo.
Recorde-se que, no ano passado, o Governo aprovou a privatização de 49,9% da companhia aérea portuguesa. Um dos grupos adquirirá 49,9% da empresa, enquanto 5% do capital ficará reservado para os trabalhadores. Caso estes não adquiram a totalidade, o remanescente será transferido para o comprador.
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Fonte: Sapo





