O CDS-PP manifestou hoje a sua preocupação de que os portugueses não podem “ficar amarrados às políticas de esquerda que atrasaram o país”. Durante a sessão solene que assinalou o 52.º aniversário do 25 de Abril de 1974, o deputado João Almeida questionou o receio de implementar reformas e rever a Constituição.
Na sua intervenção na Assembleia da República, Almeida afirmou que “Abril não tem donos” e que pertence ao povo, sublinhando que todos os deputados têm a mesma legitimidade para celebrar esta data. O deputado centrista criticou a ideia de que existem “maiorias mais aceitáveis” e defendeu que a vontade do povo deve ser o guia para o futuro.
Almeida questionou “porque há tanto medo” de avançar com reformas necessárias e urgentes, de discutir a história e de desafiar as “verdades oficiais”. “Não podemos ficar amarrados às políticas de esquerda que atrasaram o país”, reiterou, apelando à necessidade de libertar-se de estruturas que não representam a população.
O deputado pediu coragem para enfrentar os medos e enfatizou que, se quisermos que as futuras gerações se libertem do “marasmo” atual, é preciso ter ambição e agir. “Para nos libertarmos do que nos tolhe e atrasa, precisamos de reformas, de crescimento e de prosperidade”, afirmou.
Almeida também fez referência ao passado, recordando que, em 2003, Portugal era um exemplo para os países que se libertaram do comunismo. Hoje, lamentou que o PIB per capita e a produtividade em Portugal tenham diminuído em comparação com esses países. “Em 20 anos, passámos a ser os menos produtivos e a ganhar pior”, disse, atribuindo esta situação a mais de 80% do tempo em que o país foi governado por políticas de esquerda.
O discurso do deputado foi recebido com aplausos por parte de membros do PSD, IL e Chega, além do seu colega de bancada, Paulo Núncio. A mensagem central do CDS-PP é clara: o país precisa de reformas e de uma mudança de paradigma para não continuar a ser afetado pelas políticas de esquerda que, segundo eles, têm contribuído para o atraso do desenvolvimento nacional.
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Fonte: Sapo





