PS exige responsabilidade de Leitão Amaro por pressão na Lusa

O Partido Socialista (PS) manifestou esta terça-feira a sua preocupação com a intimidação que a Comissão de Trabalhadores (CT) da Lusa sofreu por parte de um membro do gabinete do ministro da Presidência, António Leitão Amaro. O PS considera que este ato representa um “atentado à liberdade de imprensa” e exige que o ministro assuma a responsabilidade pelos comportamentos do seu gabinete.

A denúncia foi feita pela CT da Lusa, que relatou ter sido alvo de comportamentos intimidatórios durante uma reunião com o ministro. O deputado do PS, Paulo Lopes Silva, sublinhou no parlamento que este incidente não pode ser resolvido com simples comunicados, afirmando que “o ministro é responsável político por todo o seu gabinete”. Para o deputado, é fundamental que Leitão Amaro faça uma avaliação sobre a confiança que deposita nos membros do seu gabinete.

Na semana em que se celebra o Dia Mundial da Liberdade de Imprensa, Paulo Lopes Silva destacou que a pressão exercida por um funcionário do governo sobre representantes dos trabalhadores da Lusa é inaceitável. O deputado referiu que este episódio ocorre num “momento crítico” para a agência, que está a avaliar a sua independência institucional e editorial, especialmente em relação aos novos estatutos que o PS já apresentou em forma de projeto de lei.

O deputado do PS enfatizou que a situação não se trata apenas de um “excesso de linguagem”, mas sim de uma questão que afeta diretamente a liberdade de imprensa. O partido não exclui a possibilidade de solicitar a audição de Leitão Amaro para que este explique como pretende responsabilizar-se pelos acontecimentos recentes.

Por outro lado, o Bloco de Esquerda (BE) também se manifestou sobre a situação, pedindo esclarecimentos ao governo sobre a conduta do assessor em questão. O deputado Fabian Figueiredo questionou se o funcionário ainda reúne as condições necessárias para continuar no cargo, dado que o chefe de gabinete de Leitão Amaro já reconheceu a inadequação do comportamento.

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O BE questionou ainda quais as medidas que o Ministério da Presidência pretende adotar em resposta a este incidente, considerando-o preocupante, especialmente num momento em que o governo está a definir um novo modelo para a agência Lusa. O partido sublinhou que a liberdade e independência dos jornalistas, assim como o respeito pelas estruturas representativas dos trabalhadores, são princípios constitucionais que devem ser salvaguardados.

A situação que deu origem a estas reações ocorreu a 29 de abril, quando membros da CT foram alvo de comportamentos insultuosos e intimidatórios por parte de um funcionário do gabinete do ministro. A CT condenou veementemente a atitude do funcionário, que se manifestou logo após uma reunião formal com o ministro, que decorreu de forma cordial, apesar das divergências.

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liberdade de imprensa Nota: análise relacionada com liberdade de imprensa.

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Fonte: ECO

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