O ministro da Economia e da Coesão Territorial, Manuel Castro Almeida, afirmou que Sines já não tem capacidade para acolher grandes empresas. Durante a apresentação da estratégia Norte 2040, o governante destacou a necessidade de diversificar as áreas de acolhimento empresarial no país, uma vez que a atual infraestrutura em Sines está saturada.
Com a construção do terminal Vasco da Gama, Sines deverá aumentar a sua capacidade de movimentação de contentores, mas isso não resolve o problema da falta de espaço para grandes investidores. Castro Almeida sublinhou que a solução não passa por expandir Sines, mas sim por criar novas áreas de acolhimento em diferentes regiões. “Não podemos continuar a enviar todas as empresas para Sines. Precisamos de áreas mais pequenas, que permitam um crescimento equilibrado”, afirmou.
O plano do Governo inclui a criação de seis novas áreas de acolhimento empresarial, com dimensões entre três e oito quilómetros quadrados, localizadas em diferentes partes da região Norte. O objetivo é garantir que haja espaço suficiente para novos investimentos, tanto no litoral como no interior. Esta estratégia visa promover um desenvolvimento homogéneo em toda a região.
Além disso, Castro Almeida enfatizou que, após a construção de várias infraestruturas com financiamento de quadros comunitários anteriores, é essencial agora focar na melhoria da produtividade. Para isso, o Governo pretende ligar universidades e centros tecnológicos às empresas, promovendo a inovação e a criação de sinergias que possam resultar em novos projetos.
A construção de parques empresariais é uma das principais apostas do Plano de Transformação, Recuperação e Resiliência (PTRR). O ministro explicou que haverá uma linha de crédito para financiar os municípios na criação de terrenos infraestruturados, facilitando assim a instalação de empresas. A gestão dos parques de média e grande dimensão ficará a cargo da Global Parques, da AICEP, com a previsão de dois parques no Norte, dois no Centro, um em Lisboa e um no Alentejo.
Castro Almeida também anunciou que a legislação será alterada em breve para facilitar a escolha de áreas de acolhimento empresarial, tornando o processo mais ágil e eficiente. “Estamos a preparar uma solução alternativa com as Comissões de Coordenação e Desenvolvimento Regional (CCDR) para melhorar a tomada de decisões”, concluiu.
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Fonte: ECO





