A Fullvenue, uma startup portuguesa que se destaca na utilização de inteligência artificial para otimizar a publicidade de eventos, está a preparar uma nova ronda de investimento para captar, no mínimo, três milhões de euros. Tiago Costa Rocha, CEO da empresa, revelou ao Jornal Económico que este financiamento será crucial para a expansão da startup, que já começou a marcar presença em mercados internacionais.
A Fullvenue nasceu com o objetivo de direcionar a publicidade de eventos desportivos e de entretenimento a um público mais específico, ajudando as organizações a reduzir os seus gastos em marketing. “O que fazemos é aumentar a venda de bilhetes para os jogos através de um marketing mais direcionado”, explica Tiago Costa Rocha. Desde a sua criação, a startup tem conseguido estabelecer parcerias com seleções nacionais de vários países europeus.
Inicialmente, a Fullvenue operava sob um modelo de consultoria, mas, no ano passado, lançou a Clustie, uma plataforma que permite aos retalhistas conectar-se com o canal de marketing e gerar audiências para as suas lojas na plataforma Shopify. O processo de utilização da Clustie é simples: os retalhistas apenas precisam de descarregar e instalar a aplicação. A Fullvenue oferece ainda um suporte ao cliente robusto, reconhecendo a importância da comunicação com os seus utilizadores.
Atualmente, a startup disponibiliza um período experimental gratuito de 30 dias para que os clientes possam testar a plataforma. Segundo Tiago Costa Rocha, cerca de 80% das empresas que experimentam a Clustie acabam por optar pelo acesso pago. Em apenas seis meses, a plataforma já conta com cerca de 50 lojas ativas, com a ambição de chegar às 300 até ao final do ano. Em termos de faturação, a Fullvenue espera atingir um milhão de euros este ano.
A startup tem um alcance geográfico significativo, mas agora está a preparar-se para uma expansão física, com foco em dois mercados: Espanha e Estados Unidos. “Estamos a estudar cuidadosamente como realizar esta expansão sem perder a nossa essência”, afirma o CEO.
Para concretizar esta expansão, a Fullvenue pretende obter um financiamento entre três e cinco milhões de euros na ronda de investimento que ocorrerá em setembro. “A nível de métricas de produto, estamos a fazer um progresso notável, e queremos que isso se reflita até setembro”, conclui Tiago Costa Rocha.
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Fonte: Sapo





