O grupo libanês Hezbollah anunciou hoje a reivindicação de ataques contra forças israelitas, considerando-os uma ação de legítima defesa. Esta resposta surge após a alegada violação do cessar-fogo estabelecido entre os Estados Unidos e o Irão.
De acordo com um comunicado divulgado na sua conta oficial no Telegram, o Hezbollah relatou que as suas forças avistaram um pelotão israelita, composto por tropas blindadas e de infantaria, a tentar infiltrar-se nas colinas de Ali al Taher. O grupo armada afirmou ter atacado esta força com mísseis guiados, resultando na destruição de três tanques Merkava.
Num segundo comunicado, o Hezbollah detalhou que os seus combatentes conseguiram repelir as tropas israelitas que tentavam avançar por uma rota oculta. Uma segunda força israelita, na tentativa de recuperar os mortos e feridos, lançou foguetes de sinalização na área, enquanto o Hezbollah retaliava com uma nova salva de foguetes e granadas de morteiro. O comunicado, no entanto, não especificou o número de baixas do lado israelita.
Até ao momento, Israel não se pronunciou sobre estes incidentes. Os confrontos ocorreram durante um período em que o Exército israelita intensificou os ataques na região sul de Nabatieh, conforme relatado pela Agência Nacional de Notícias libanesa.
Os confrontos têm lugar após a assinatura de um memorando de entendimento entre o Presidente dos EUA, Donald Trump, e o líder iraniano, Masud Pezeshkian, que visa o início de negociações para um acordo de paz definitivo. Este acordo, que entrou em vigor imediatamente, pretende alargar a cessação das hostilidades ao Líbano.
O primeiro-ministro israelita, Benjamin Netanyahu, reafirmou que o Exército israelita manterá a sua presença na “zona de segurança” nos territórios ocupados do sul do Líbano, assegurando que a retirada só ocorrerá quando as necessidades de segurança o permitirem.
Por sua vez, o líder do Hezbollah, Naim Qassem, declarou que o “limite para as negociações” entre Israel e o Líbano deve ser a segurança mútua. Ele apelou à utilização do acordo de paz entre o Irão e os Estados Unidos para “expulsar” Israel e restaurar a soberania libanesa.
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Fonte: Sapo





