Dívida da União Europeia pode atingir 1 bilião de euros até 2026

A dívida da União Europeia está a caminho de atingir quase 1 bilião de euros até 2026, um aumento significativo face aos 661,6 mil milhões de euros registados em junho de 2025. Esta previsão foi confirmada pela agência de notação financeira Morningstar DBRS, que manteve a avaliação de crédito de longo prazo da União Europeia em AAA, com uma tendência estável. O crescimento da dívida da União Europeia é impulsionado principalmente pelo programa Next Generation EU (NGEU), que financia subvenções e empréstimos no âmbito do Mecanismo de Recuperação e Resiliência.

Além disso, o novo programa SAFE, parte do plano ReArm Europe, poderá adicionar até 150 mil milhões de euros à dívida até 2030. Apesar deste aumento, a DBRS acredita que existe margem orçamental suficiente para suportar estes encargos. Os Estados-membros da UE poderão ser chamados a contribuir até 1,40% do Rendimento Nacional Bruto (RNB) da União para cobrir o serviço da dívida, com uma margem adicional de 0,6% do RNB associada ao NGEU.

A notação AAA da União Europeia é sustentada pelo forte apoio dos seus principais membros, como a Alemanha, França, Espanha e Itália. Embora a mediana ponderada tenha descido para AA após uma ação negativa sobre a França, o suporte dos restantes países com notação AAA é considerado suficiente para manter a avaliação máxima da União. No entanto, a DBRS alerta que uma degradação da nota poderia ocorrer se houvesse uma deterioração significativa da solvência de um membro-núcleo ou um aumento do sentimento anti-UE.

O contexto económico é, no entanto, desafiador. As tensões geopolíticas, incluindo os conflitos no Irão e as restrições ao fornecimento de petróleo e gás, têm impactado a economia da União Europeia. O Fundo Monetário Internacional (FMI) reviu em baixa as suas projeções de crescimento, prevendo uma expansão de apenas 1,3% para a UE e 1,1% para a zona euro até 2026. Esta situação tem gerado pressões sobre a inflação e a confiança dos consumidores.

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Adicionalmente, o aumento das despesas de defesa, impulsionado pelas tensões geopolíticas, tem levado dezasseis países a ativar a cláusula de escape nacional, permitindo uma derrogação temporária às regras orçamentais da UE para despesas militares. A DBRS considera que este plano comum de defesa, que inclui o programa SAFE, reforça a coesão entre os Estados-membros e alinha-se com os objetivos de estabilidade política e económica da União.

Para o próximo Quadro Financeiro Plurianual (2028–2034), a Comissão Europeia propôs um orçamento de 2 biliões de euros, equivalente a 1,26% do RNB da UE. Esta proposta inclui um aumento do teto dos recursos próprios para 1,75% do RNB, uma reserva de 100 mil milhões de euros para a Ucrânia e um instrumento “Global Europe” de 200 mil milhões destinado a países terceiros.

Leia também: O impacto das tensões geopolíticas na economia da União Europeia.

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Fonte: Sapo

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