O Conselho de Ministros português decidiu formalmente convidar os grupos Air France-KLM e Lufthansa a apresentarem propostas vinculativas para a privatização da TAP. Esta decisão surge na sequência de um relatório elaborado pela Parpública, que avaliou as propostas não vinculativas apresentadas por ambos os grupos até ao dia 2 de abril.
Os dois grupos foram os únicos a manifestar interesse na aquisição de 44,9% da TAP, além de 5% destinados aos trabalhadores. A Parpública tinha um prazo de 30 dias para enviar um relatório ao Governo, mas não chegou a esgotar esse tempo. Agora, com o convite formal, Air France-KLM e Lufthansa têm 90 dias para submeter as suas propostas vinculativas. Durante este período, terão acesso a informações mais detalhadas sobre a companhia aérea, no âmbito do processo de due diligence.
Diferente da fase anterior, nesta etapa os grupos assumirão um compromisso em relação à oferta financeira que pretendem apresentar. Este processo de privatização TAP é crucial, especialmente considerando o contexto desafiador que o setor da aviação enfrenta atualmente, com a escassez e o aumento dos preços do combustível a afetar as operações das companhias aéreas.
Entretanto, o grupo IAG, que detém a Iberia e a British Airways, decidiu não participar na corrida pela TAP. Em comunicado, a IAG justificou que, após uma análise cuidadosa, considerou que não seria do melhor interesse dos seus acionistas avançar com a aquisição de uma participação na companhia portuguesa. A empresa destacou que, para qualquer processo de aquisição, é fundamental ter um caminho para a propriedade total, o que não se verificava neste caso.
Após a entrega das propostas vinculativas, a Parpública terá novamente 30 dias para elaborar um novo relatório. O Governo português poderá, então, optar por selecionar um vencedor ou iniciar negociações com um ou mais proponentes, com o objetivo de receber propostas melhoradas e finais.
Se tudo correr conforme os prazos estabelecidos, o processo de privatização TAP poderá ser concluído apenas no final do verão. Contudo, se considerarmos as autorizações regulatórias necessárias, especialmente as de Bruxelas, a venda dos 49,9% da TAP poderá estender-se até 2027.
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Fonte: ECO





