O secretário-geral do Partido Socialista (PS), José Luís Carneiro, afirmou que “a liberdade sem uma vida decente é incompleta”, durante a sessão solene que assinalou os 52 anos do 25 de Abril, realizada no parlamento. Carneiro reiterou a posição do PS contra a revisão dos direitos laborais, sublinhando que o progresso económico deve servir as pessoas e não justificar a perda de direitos.
Na sua intervenção, Carneiro destacou que a luta por uma vida digna continua a ser um desafio atual, referindo-se a questões como a habitação, a saúde, a educação e o acesso à cultura. “O crescimento económico só faz sentido se beneficiar todos os cidadãos”, afirmou, reforçando que o PS se posiciona como uma alternativa credível e de confiança para Portugal.
O líder do PS também abordou a necessidade de reformar o sistema judicial, que considera um “pilar que carece de obras de conservação e de reforma”. Segundo Carneiro, a confiança pública no funcionamento da justiça tem vindo a erodir-se, o que exige uma resposta eficaz.
Carneiro expressou orgulho pelo papel do PS na qualificação dos portugueses desde o 25 de Abril, mas alertou para a persistência de desigualdades e um crescimento económico frágil. “O custo de vida e a instabilidade nas respostas de saúde são questões que precisamos de enfrentar”, disse, enfatizando que a justiça social deve ser uma conquista diária.
O secretário-geral do PS recordou ainda o passado colonial do país, sublinhando que a “teimosia colonialista” resultou em anos de guerra e em milhares de vidas perdidas. “Nunca devemos esquecer que, ao apoiar a guerra, tornamo-nos cúmplices das suas consequências”, afirmou.
Carneiro dirigiu também uma mensagem à diáspora portuguesa, considerando-a um dos maiores ativos do país. Defendeu que a política externa deve priorizar a cooperação com países de língua portuguesa, promovendo a língua, a cultura e as relações económicas.
No final do seu discurso, Carneiro lembrou que “a liberdade não se oferece, a liberdade conquista-se”, citando Mário Soares e Manuel Alegre. “A democracia não é um prémio, somos todos nós que a fazemos todos os dias”, concluiu.
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Fonte: Sapo





