A revolução da inteligência artificial na publicidade e negócios

A inteligência artificial (IA) está a transformar a publicidade e os negócios de formas que muitos ainda não conseguem imaginar. Nizan Guanaes, publicitário e CEO da N.Ideias, descreve esta revolução como “a revolução das revoluções”, destacando tanto as oportunidades como os riscos associados a esta nova era. Em entrevista ao ECO, Guanaes expressa o seu entusiasmo pela IA, mas também alerta para os sérios problemas éticos que podem surgir.

Segundo Guanaes, a indústria publicitária está a atravessar uma fase de mutação acelerada. As grandes agências, com estruturas pesadas e milhares de funcionários, estão a dar lugar a modelos mais ágeis e flexíveis, baseados em redes de freelancers. “As agências vão desaparecer da forma como as conhecemos. As que vão sobreviver são as que se vão adaptar”, afirma. Ele próprio exemplifica essa mudança com a sua nova operação, que conta com apenas 12 pessoas, sendo a maioria freelancers.

Guanaes acredita que a IA não representa o fim da criatividade humana. Pelo contrário, ele vê um momento de empoderamento humano, onde a tecnologia deve ser utilizada como uma ferramenta que complementa a intuição e a criatividade. “Se dois publicitários utilizarem os mesmos instrumentos, o que será decisivo não é a resposta que recebem, mas a pergunta que fazem à inteligência artificial”, explica. O que ele chama de “prompt” é agora a nova chave para desbloquear a criatividade.

Além disso, Guanaes está a preparar o lançamento da NizAI, uma plataforma de inteligência artificial que visa democratizar o acesso ao seu pensamento estratégico e criativo. Com a expectativa de atingir 30 mil subscritores até ao final do ano, ele reconhece que existem riscos, mas prefere arriscar do que ficar estagnado.

A visão do futuro da publicidade que Guanaes apresenta é de um ecossistema onde as empresas operam de forma colaborativa. Ele ilustra isso com o exemplo do iFood, uma empresa de entrega de comida no Brasil que opera com estafetas independentes. “Não precisamos de ter todos os colaboradores na folha de vencimentos. O futuro passa por trabalhar com os melhores criativos, onde quer que eles estejam”, afirma.

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A inteligência artificial, segundo Guanaes, também traz uma grande oportunidade para os criativos. A capacidade de ter acesso a uma vasta quantidade de dados e análises em tempo real pode revolucionar a forma como se trabalha. No entanto, ele alerta que a verdadeira diferença está na interpretação desses dados. “A IA só vai nivelar as coisas para quem a utilizar de forma básica”, conclui.

Com a IA a moldar o futuro da publicidade e dos negócios, é essencial que os profissionais da área se adaptem e aproveitem as novas ferramentas disponíveis. A criatividade humana, aliada à inteligência artificial, pode levar a resultados inovadores e impactantes.

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Fonte: ECO

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