Florestas perderam 41 milhões de hectares em dez anos

Nos últimos dez anos, a superfície florestal mundial sofreu uma diminuição alarmante de mais de 41 milhões de hectares, o que representa cerca de 1% da área total. Este dado foi revelado no Relatório sobre os Objetivos Florestais Globais 2026, apresentado durante o Fórum das Nações Unidas sobre Florestas, que decorre em Nova Iorque. As regiões mais afetadas foram a América do Sul, com uma perda de 4,61%, e África, que registou uma diminuição de 4,28%. O ritmo de perda florestal, que atinge 4,12 milhões de hectares por ano, é superior ao verificado entre 2000 e 2015, quando a perda anual era de 3,68 milhões de hectares.

Um dos aspectos mais preocupantes deste relatório é a perda de 16 milhões de hectares de florestas primárias, que são essenciais para a biodiversidade e não apresentam vestígios de atividade humana. O documento destaca três mensagens principais: o progresso na proteção das florestas é visível, mas ainda insuficiente; as florestas desempenham um papel crucial no desenvolvimento sustentável; e a inovação, investimento e cooperação são fundamentais para avançar nesta área.

As análises contidas no relatório indicam que, até agora, sete metas foram completamente alcançadas, enquanto 17 foram parcialmente atingidas. No entanto, duas metas estão claramente atrasadas: o aumento da área florestal, com uma meta de 3%, e a erradicação da pobreza extrema entre as comunidades que dependem das florestas, uma questão especialmente crítica na África Subsariana.

Os dados foram compilados a partir de relatórios voluntários de 48 países e de informações de organizações internacionais, como a Organização para a Alimentação e a Agricultura (FAO). Um dos avanços mais notáveis mencionados no relatório é o crescimento da área de floresta protegida, que agora representa quase 20% da superfície florestal. No entanto, o ritmo de expansão diminuiu, passando de uma média de 10 milhões de hectares por ano entre 2000 e 2015 para apenas quatro milhões de hectares entre 2015 e 2025.

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O relatório também aponta para “desafios persistentes”, como a contínua perda e degradação das florestas, as pressões climáticas e a escassez de financiamento. O financiamento global para a gestão florestal sustentável, estimado em 84 mil milhões de dólares em 2023, está muito aquém do necessário, que é de 300 mil milhões de dólares anuais até 2030. A maioria deste financiamento provém de fundos públicos nacionais, com menos de 4% a ser alocado a partir de ajuda ao desenvolvimento, evidenciando a limitada participação do setor privado.

O Secretariado do Fórum propõe várias áreas prioritárias de ação, incluindo a interrupção da desflorestação e a reversão da perda florestal. É essencial promover o acesso aos mercados e a capacitação técnica das comunidades que dependem das florestas, além de fechar a lacuna de financiamento para a gestão florestal sustentável e melhorar a governação florestal.

O relatório também recomenda um combate mais eficaz à extração ilegal de madeira e ao comércio associado. Exemplos de boas práticas incluem o Brasil, que tem implementado planos de gestão sustentável a longo prazo, permitindo a produção de madeira com origem garantida. Na China, a criação de cinco parques nacionais em 2021, cobrindo 230.000 quilómetros quadrados, é outro exemplo positivo.

As florestas do planeta, que cobrem 32% da superfície terrestre, armazenam 172 toneladas de carbono por hectare e são o lar de 80% das espécies de anfíbios, 75% das aves e 68% dos mamíferos. A perda florestal continua a ser um desafio crítico que requer atenção urgente.

Leia também: O impacto das florestas na luta contra as alterações climáticas.

perda florestal perda florestal Nota: análise relacionada com perda florestal.

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Fonte: ECO

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