As cinco maiores famílias acionistas da bolsa de Lisboa vão receber, em conjunto, cerca de 653,4 milhões de euros em dividendos relativos aos lucros de 2025. Este valor representa uma ligeira descida de 1% em relação ao ano anterior. No entanto, apenas quatro dessas famílias vão ver os seus rendimentos aumentar, enquanto a Navigator, uma das principais cotadas, reduziu o seu dividendo para menos de metade, o que representa o valor mais baixo desde 2012.
O ranking das famílias da bolsa é liderado pelos Soares dos Santos, seguidos pelos Azevedo e pelos Amorim. As irmãs Filipa, Mafalda e Lua Queiroz Pereira, que pertencem à família Queiroz Pereira, perderam a sua posição no pódio, caindo da segunda para a quarta posição. Elas irão receber 56 dos 80 milhões de euros que a Navigator vai distribuir, totalizando 97,6 milhões de euros quando somadas as participações na Semapa.
Este cenário reflete a dinâmica do mercado acionista em Portugal, onde as famílias da bolsa têm um papel significativo. A diminuição do dividendo da Navigator, que anteriormente havia gerado mais de 120 milhões de euros em 2024, foi um fator determinante para esta alteração no ranking. A situação levanta questões sobre a sustentabilidade dos dividendos e a performance das empresas cotadas em Lisboa.
Além das movimentações no setor acionista, o Governo de Luís Montenegro prevê um aumento acentuado da despesa pública em 2026, o que poderá impactar a economia nacional. A previsão é que a despesa pública suba para 45,3% do Produto Interno Bruto (PIB), o que representa um aumento significativo em comparação com 2025. Este aumento está relacionado com a execução dos fundos do Plano de Recuperação e Resiliência (PRR), que visa estimular a economia e evitar um abrandamento mais severo.
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Por fim, a ministra da Saúde anunciou a atualização dos preços dos contratos com hospitais privados para consultas e cirurgias, uma medida que visa melhorar o acesso aos cuidados de saúde. Esta atualização é vista como essencial para garantir que o setor privado possa continuar a atender as necessidades do Serviço Nacional de Saúde (SNS), especialmente em tempos de crescente pressão sobre os serviços de saúde.
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Fonte: ECO





