Programa be@t supera objetivos e impulsiona bioeconomia têxtil

O programa be@t, que visa promover a bioeconomia no setor têxtil e de vestuário, alcançou resultados notáveis, superando amplamente os objetivos inicialmente estabelecidos. O encerramento do projeto teve lugar no Terminal de Cruzeiros do Porto de Leixões, em Matosinhos, e contou com a assinatura do Pacto para a Bioeconomia, um passo importante para a sustentabilidade do setor.

Carla Silva, coordenadora do projeto e diretora do Departamento de Química e Biotecnologia do CITEVE, afirmou que, embora o be@t esteja a chegar ao fim, “o caminho está apenas a começar”. O foco do programa não foi apenas no desenvolvimento de novas tecnologias, mas também em demonstrar que a bioeconomia pode gerar valor, reduzir a dependência de recursos fósseis e criar oportunidades económicas.

Pedro Dominguinhos, presidente da Comissão Nacional de Acompanhamento do PRR, e as mais de 400 pessoas presentes no evento de encerramento confirmaram a importância do programa. “Além de debater o futuro do setor, o be@t assinalou uma nova etapa para a indústria e a economia nacionais, fruto de um investimento superior a 100 milhões de euros em investigação e desenvolvimento”, destacou.

Braz Costa, diretor-geral do CITEVE, apresentou o ‘Conceito be@t – origem, presente e futuro’, sublinhando que o programa deixa uma marca significativa e assegura a posição de Portugal na vanguarda da sustentabilidade no setor têxtil. Este esforço envolveu 58 entidades, com o apoio do PRR e dos fundos europeus NextGenerationEU.

Os resultados do be@t são impressionantes: foram realizadas 121 campanhas de sensibilização (meta inicial de 29), 80 linhas de investigação (meta de 80), 77 publicações científicas (meta de 70), 10 linhas-piloto industriais (meta de 10), 296 programas de capacitação (meta de 31), 35 simbioses industriais (meta de 35), quatro plataformas digitais (meta de três) e 98 novos produtos desenvolvidos (meta de 51).

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O Pacto para a Bioeconomia no Setor Têxtil e do Vestuário representa um compromisso estratégico das empresas e entidades para a sustentabilidade, com o objetivo de acelerar a transição de Portugal para um modelo económico mais circular e inclusivo. Este pacto é um passo fundamental para garantir que a bioeconomia têxtil continue a crescer e a gerar impacto positivo no futuro.

Leia também: O futuro da bioeconomia em Portugal.

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Fonte: Sapo

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