Um juiz federal decidiu permitir que o Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, celebre o seu 80.º aniversário e o 250.º aniversário do país com um evento de artes marciais mistas da Ultimate Fighting Championship (UFC) no relvado sul da Casa Branca. A autorização foi dada pelo juiz distrital Amit Mehta, que considerou que as queixas apresentadas contra o evento não tinham fundamento legal suficiente para impedir a sua realização.
O juiz concluiu que os autores da ação judicial, que tentaram proibir o evento, não demonstraram ter legitimidade para contestar a celebração e falharam em provar que sofreriam danos irreparáveis. Mehta destacou a “demora injustificada” na apresentação da ação, considerando que o evento estava a ser planeado há meses e que a data já era conhecida.
Os advogados da organização sem fins lucrativos Public Integrity Project tinham solicitado ao tribunal que impedisse a instalação de estruturas para o evento, incluindo uma imponente estrutura de aço chamada “A Garra”, que tem 28 metros de altura e pesa 600 toneladas. No entanto, o juiz argumentou que os “danos estéticos” mencionados pelos queixosos seriam temporários, uma vez que a estrutura seria desmontada logo após o evento.
A Casa Branca defendeu que o processo judicial era uma tentativa infundada de bloquear um evento que não difere de outros realizados frequentemente em espaços públicos na capital. Os advogados dos queixosos alegaram que a iniciativa era uma atividade comercial privada, com pacotes VIP a custar milhões de dólares, e que o Governo de Trump não tinha autoridade para conceder tal oportunidade ao UFC.
O Serviço Nacional de Parques e o Departamento do Interior também foram citados no processo. Em 2019, durante o seu primeiro mandato, Trump tornou-se o primeiro presidente em exercício a assistir a combates do UFC, mantendo uma amizade próxima com Dana White, o presidente da organização.
A decisão do juiz Mehta, nomeado por Barack Obama, não é a primeira vez que envolve Trump em questões legais. Ele já presidiu casos relacionados com o ex-presidente, incluindo um processo civil que o acusava de incitar a invasão do Capitólio em janeiro de 2021.
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Fonte: ECO





