Armadores aguardam segurança no Estreito de Ormuz com 600 navios

Os armadores e comerciantes estão em estado de expectativa em relação ao Estreito de Ormuz, uma via marítima crucial para o transporte de petróleo e gás natural. Com cerca de 600 navios prontos para zarpar, muitos aguardam informações adicionais sobre a segurança das travessias antes de tomar decisões. O estreito tem sido um ponto central nas tensões entre os Estados Unidos e o Irão, especialmente desde o início da guerra em fevereiro.

A reabertura do Estreito de Ormuz é um assunto de grande relevância, uma vez que a sua interdição tem causado perturbações significativas no comércio global de energia. O controlo do Irão sobre esta passagem, aliado ao bloqueio imposto pelos EUA, isolou vários dos maiores produtores de petróleo do mundo, levando a uma necessidade urgente de restabelecer o tráfego marítimo. Contudo, a recente proposta de acordo entre os EUA e o Irão, que promete a reabertura do estreito, gerou ceticismo entre os armadores.

Na manhã de segunda-feira, a atividade no Estreito de Ormuz foi limitada, com exceção de um navio-tanque de gás natural liquefeito que se aventurou nas águas. A Kpler, uma empresa de inteligência de dados, reportou que cerca de 600 navios permanecem no Golfo Pérsico, prontos para partir, enquanto outros aguardam do lado de fora. Apesar da expectativa de que o acordo possa liberar milhões de barris de petróleo, a realidade é que existem desafios práticos, como a concorrência entre tantos navios para atravessar um corredor estreito.

A segurança continua a ser uma preocupação central. Nos últimos meses, acordos anteriores resultaram em confrontos, com forças iranianas a disparar contra embarcações. Além disso, a presença de minas no estreito levanta questões sobre a segurança das rotas e a cobertura de seguros necessárias para os armadores. Brett Erickson, diretor-geral da Obsidian Risk Advisors, destacou que a segurança é a principal preocupação dos armadores. “Um único erro de cálculo ou uma decisão política pode colocar vidas em risco”, afirmou.

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Enquanto isso, alguns produtores de petróleo têm explorado alternativas para garantir a passagem dos petroleiros, embora o tráfego ainda esteja muito aquém dos níveis normais, que antes da guerra contavam com uma média de 135 petroleiros a atravessar diariamente. Os navios carregados com petróleo deverão ser os primeiros a partir, seguidos pelos que se encontram vazios e que estão à espera no Golfo de Omã.

Atualmente, mais de 300 navios vazios estão posicionados no Golfo de Omã, prontos para entrar no Golfo Pérsico assim que a situação se estabilizar. A maioria dos navios retidos no Golfo Pérsico são petroleiros, refletindo o valor elevado das cargas que transportam. Dados da Kpler indicam que 98 petroleiros de crude estão atualmente retidos, enquanto 88 navios transportam produtos petrolíferos.

Os armadores mais dispostos a correr riscos poderão ser os primeiros a agir assim que o acesso ao Estreito de Ormuz for restabelecido. Contudo, a incerteza sobre as possíveis restrições que Teerão poderá impor ainda paira no ar. A situação continua a evoluir e os armadores aguardam ansiosamente por mais informações.

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Fonte: ECO

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