A agência Lusa, sob a liderança de Joaquim Carreira, está a preparar uma série de mudanças significativas para se adaptar aos desafios contemporâneos. Em entrevista, o presidente do conselho de administração revelou que a Lusa “esteve muito parada no tempo” e que a nova administração pretende implementar uma estratégia focada na modernização tecnológica, na contratação de novos profissionais e na diversificação das receitas.
Com apenas quatro meses no novo mandato, Carreira delineou um plano assente em quatro pilares: pessoas, sistema mediático, inovação e processos. O objetivo é reforçar a presença da Lusa, tanto a nível nacional como internacional, e desenvolver novos produtos que respondam às exigências do mercado. Atualmente, a agência gera receitas que rondam os quatro milhões de euros, mas a intenção é expandir essa base financeira.
Uma das prioridades da administração é a revisão do acordo de empresa, que se encontra em vigor desde 2009. Carreira justifica a necessidade de atualização com o facto de o documento ser “muito datado” e de não refletir as realidades atuais do setor. “Estamos a falar de 20 anos de acordo. Precisava de uma revisão essencialmente por causa das pessoas”, afirma. A administração também considera avançar com um programa de rescisões voluntárias no segundo semestre de 2023, embora o foco principal continue a ser a revisão do acordo.
Além disso, a revisão do contrato de prestação de serviço público é outra prioridade. Carreira sublinha que a Lusa deve adaptar-se aos novos desafios, como a literacia mediática e a transformação digital, áreas que ainda não estão suficientemente exploradas. A inteligência artificial é uma das ferramentas que a Lusa pretende incorporar, sempre com supervisão humana, para garantir a credibilidade e a confiança que a agência representa.
“A Lusa tem um ponto muito importante para o futuro, que é a credibilidade e a confiança”, defende Carreira, destacando que, num mundo saturado de desinformação, os cidadãos tendem a valorizar cada vez mais as marcas jornalísticas que transmitem informação fidedigna.
A Lusa enfrenta, assim, um momento crucial de transformação. A modernização e a adaptação às novas realidades do mercado são essenciais para que a agência possa continuar a desempenhar o seu papel fundamental na comunicação social. A implementação de novas competências e a diversificação de receitas serão determinantes para o futuro da Lusa.
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Fonte: ECO





