O secretário-geral do Partido Socialista (PS), José Luís Carneiro, solicitou ao ministro da Administração Interna, Luís Neves, que forneça explicações “de forma clara e inequívoca” sobre as decisões que tomou, uma vez que os factos noticiados têm uma gravidade significativa. Esta declaração foi feita durante uma entrevista à SIC Notícias, onde Carneiro foi questionado sobre a cautela nas suas afirmações em relação ao ministro.
Carneiro sublinhou a importância da autoridade do ministro, considerando que a sua função é uma das mais relevantes para a soberania do país. “Tendo em conta o seu percurso no serviço público, especialmente na Polícia Judiciária, é evidente que Luís Neves deve esclarecer todos os atos e fundamentos das suas decisões”, afirmou.
Recentemente, o semanário Nascer do Sol revelou que Luís Neves contratou uma empresa para realizar obras numa propriedade sua no Alentejo, a qual já tinha prestado serviços à Polícia Judiciária durante a sua direção. Esta situação levanta questões sobre a legalidade das suas ações e a necessidade de transparência.
Além disso, na sexta-feira, a Polícia Judiciária anunciou a abertura de um inquérito relacionado com um reboque apreendido num processo de tráfico de droga, que estava associado a um camião da mesma empresa contratada por Neves. O Ministério Público confirmou a existência de um inquérito ligado a bens apreendidos no âmbito da “Operação Pacoba”, que está atualmente em fase de julgamento.
Carneiro enfatizou que a autoridade de Luís Neves não deve ser comprometida por qualquer decisão que viole a legalidade. “As responsabilidades são ainda mais relevantes, dado que ele é um ministro proveniente de uma das principais polícias de investigação criminal”, alertou.
Os factos que têm vindo a público, segundo Carneiro, são preocupantes e exigem um esclarecimento por parte das autoridades. “Desejo que as autoridades esclareçam a situação e que todas as responsabilidades sejam assumidas”, concluiu.
Na mesma entrevista, o líder do PS reafirmou que o partido está comprometido com a estabilidade política do país, mas deixou claro que não irá viabilizar todas as opções orçamentais apresentadas pelo governo sem uma análise cuidadosa.
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Fonte: ECO





