O ministro do Interior espanhol, Fernando Grande-Marlaska, anunciou a declaração de estado de emergência nas províncias de Madrid e Ávila, em resposta à evolução crítica dos incêndios florestais que afetam a região. Esta decisão foi motivada pelas proporções alarmantes dos incêndios em localidades como Villa del Prado e San Martín de Valdeiglesias, em Madrid, e Burgohondo, em Ávila. As condições meteorológicas adversas e a necessidade de mobilizar recursos significativos de várias administrações públicas foram fatores determinantes para esta medida.
O Ministério do Interior destacou que a complexidade do combate aos incêndios e a proteção civil aumentaram, levando à implementação de evacuações preventivas e à avaliação do impacto potencial em áreas urbanas. Marlaska visitou o posto de comando avançado em Cenicientos para monitorizar a situação e os esforços de combate aos incêndios florestais.
A Comunidade de Madrid solicitou ao governo central a declaração da Situação Operacional 3 do Plano de Proteção Civil contra Incêndios Florestais (INFOMA), uma vez que os incêndios estão a ultrapassar a capacidade de extinção da região. Mais de 10.000 residentes foram evacuados devido à ameaça direta que os incêndios representam.
A presidente da Comunidade de Madrid, Isabel Díaz Ayuso, alertou para as previsões meteorológicas desfavoráveis para as próximas 48 horas, sublinhando a necessidade de cautela nas operações de combate. Até ao momento, cerca de 850 hectares foram consumidos pelas chamas, com a maior parte do fogo a ocorrer em Villa del Prado e Aldea del Fresno.
Ayuso frisou a importância de determinar o impacto dos incêndios nas habitações e propriedades, uma vez que as inspeções ainda estão em curso. A presidente criticou o desleixo em relação às zonas rurais em Espanha, apelando para que estas áreas recebam mais atenção nas agendas políticas, em vez de se focarem apenas no lucro.
Além de Espanha, a Europa enfrenta uma onda de incêndios florestais. Em França, um incêndio que já consumiu 3.400 hectares levou à evacuação de 20.000 pessoas. As autoridades francesas ativaram o mecanismo de proteção civil da UE, recebendo apoio com o envio de aviões de combate a incêndios. Apesar de o fogo estar agora “contido”, a situação permanece crítica, com 700 bombeiros mobilizados para combater as chamas.
A situação em Itália também é preocupante, com diversos incêndios a afetar a Sicília, onde habitantes e pacientes de clínicas foram evacuados. Os incêndios florestais estão a causar estragos significativos em várias regiões do Sul da Europa, exigindo uma resposta coordenada e eficaz das autoridades.
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Fonte: ECO





