André Brodheim: Ameaça das consultas nas óticas para oftalmologistas

André Brodheim, Administrador Executivo da Optivisão e Vice-Presidente da ótica, foi o 49º convidado do podcast “E Se Corre Bem?”. O seu percurso profissional, embora ligado a um negócio familiar, começou fora do legado do avô. Brodheim iniciou a sua carreira em empresas como a Havas Media e a SONAE, antes de aceitar o convite do pai para gerir a distribuição da ótica da família, que enfrentava dificuldades.

“Quando o meu pai me convidou, o negócio estava a sofrer há quatro anos. Ele acreditava que o meu perfil se encaixava bem no setor”, explicou. O avô de André, um austríaco que chegou a Portugal em 1939, foi pioneiro na introdução de inovações, como a produção industrial de óculos, o que levou à fundação do grupo Eric Brodheim.

Atualmente, o grupo possui 70 lojas de moda, incluindo marcas como Timberland e Guess, mas a ótica é uma área em que Brodheim tem investido muito. “Quando entrei na empresa, a ótica representava apenas 8% do negócio”, afirmou. Para reverter essa situação, Brodheim percorreu cerca de 70 mil quilómetros por ano, tentando entender as razões pelas quais os clientes deixavam de comprar.

Em 2016, o grupo adquiriu a Optivisão, um passo que exigiu convencer 138 acionistas a permanecer no projeto. O objetivo de Brodheim é oferecer um serviço de saúde ótica que melhore a qualidade de vida das pessoas. No entanto, ele alerta para a falta de regulamentação no setor: “Não existe uma lei que regule a abertura de óticas. Isso leva a que muitos não se adaptem aos óculos, porque não são feitos à medida.”

Brodheim também destacou a resistência dos oftalmologistas em relação às consultas nas óticas. “Os oftalmologistas veem como ameaça o facto de oferecermos o serviço de consulta nas óticas. Em Portugal, a optometria não é tratada como parte da saúde visual, ao contrário do que acontece na maioria dos países europeus.”

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Com apenas dois mil optometristas para 800 oftalmologistas em Portugal, Brodheim acredita que a colaboração entre as duas áreas poderia beneficiar muitos. “O que me motiva no setor da ótica é a missão de ajudar as pessoas a terem uma melhor qualidade de vida. Queremos entregar a empresa à próxima geração em melhores condições do que a recebemos”, concluiu.

Leia também: A importância da regulamentação na saúde ótica em Portugal.

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Fonte: ECO

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