Ucrânia e aliados europeus avançam em plano de paz em Kiev

A Ucrânia e os seus aliados europeus continuam a trabalhar na busca de um plano de paz que possa pôr fim à guerra com a Rússia. Neste sábado, conselheiros de segurança nacional de vários países europeus reuniram-se em Kiev para discutir um plano de paz de 20 pontos, liderado pelos Estados Unidos. O negociador-chefe da Ucrânia, Rustem Umerov, confirmou a presença de representantes do Canadá, da NATO e de outros organismos europeus nas conversações.

O presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, destacou que houve avanços em três áreas fundamentais: garantias de segurança, reconstrução e a criação de uma estrutura sólida para uma reconstrução efetiva. “Estamos também a preparar reuniões nos Estados Unidos”, acrescentou Zelensky, sublinhando a importância do apoio internacional neste processo.

Conforme indicado pelo negociador Oleksandr Bevz, as garantias de segurança discutidas incluem a integração das forças ucranianas como primeira linha de defesa, a presença de tropas europeias destacadas na Ucrânia e as garantias de segurança oferecidas pelos Estados Unidos. Este plano de paz é visto como um passo crucial para a estabilidade da região.

Além disso, foi anunciado um pacote de apoio económico que pode atingir cerca de 682 mil milhões de euros ao longo da próxima década, conforme revelou o vice-primeiro-ministro ucraniano, Taras Kachka. Este montante, que resulta de cálculos do Banco Mundial, do FMI e da União Europeia, destina-se a cobrir indenizações por danos, a reconstrução do país e a garantir a estabilidade económica. O plano inclui ainda um impulso de 170 mil milhões de euros, necessário para implementar reformas que facilitem a adesão da Ucrânia à União Europeia.

O ministro da Economia da Ucrânia, Oleksii Sobolev, informou que parte deste financiamento deverá ser assegurado através de subsídios públicos e empréstimos a juros baixos, com os detalhes a serem finalizados nas próximas duas semanas.

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É importante notar que, na sexta-feira, Zelensky nomeou o general Kyrylo Budanov, chefe da inteligência militar da Ucrânia, como o novo chefe de gabinete. Esta nomeação visa reforçar o foco em segurança, desenvolvimento da defesa e diplomacia, especialmente num contexto em que a corrupção tem sido uma preocupação crescente entre os países europeus que apoiam a Ucrânia.

Leia também: O impacto económico da guerra na Ucrânia e as suas repercussões na Europa.

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Fonte: Sapo

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