Quem beneficia com a guerra entre os EUA e o Irão?

A recente decisão do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, de lançar uma ofensiva militar contra o Irão, após o assassínio do Líder Supremo Ali Khamenei, levanta sérias preocupações sobre a estabilidade do Médio Oriente. Este conflito, que promete prolongar-se, pode trazer custos imprevisíveis tanto para a região como para o mundo. Trump justifica a sua ação com a promessa de dar liberdade aos iranianos e de destruir um programa nuclear que, segundo ele, já tinha sido eliminado. Contudo, a lógica por detrás desta guerra ao lado de Israel é questionável e carece de fundamentos sólidos.

A falta de apoio da opinião pública nos EUA e a ausência de consulta ao Congresso para autorizar as hostilidades são sinais de que a decisão pode não ter sido bem ponderada. Este movimento parece contradizer a promessa de “América Primeiro”, que defendia a não intervenção em guerras para mudança de regime. O secretário de Estado, Marco Rubio, sublinhou a necessidade de acabar com a aspiração nuclear do Irão, mas a forma como a guerra foi anunciada levanta dúvidas sobre a sua legitimidade.

A nova ação militar dos EUA pode estar a violar o direito internacional, conforme estipulado pela carta da ONU, que permite o uso da força apenas em legítima defesa ou com a aprovação do Conselho de Segurança. Nenhuma dessas condições foi cumprida, o que levanta questões sobre a aplicação desigual da lei internacional. A guerra preventiva, se normalizada, pode criar um precedente perigoso, especialmente numa era marcada por arsenais nucleares em expansão e ameaças cibernéticas.

Mas quem realmente beneficia com esta guerra? O Irão, que não possui mísseis balísticos intercontinentais, enfrenta uma ameaça que se resume à possibilidade de um futuro enriquecimento de urânio. Recentemente, Rubio afirmou que o Irão não está prestes a iniciar esse processo em larga escala, o que contradiz as declarações de Trump de que o programa nuclear de Teerão tinha sido “totalmente obliterado”. A ressurreição repentina desta ameaça levanta questões sobre a veracidade das alegações que justificam a guerra.

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A retórica de Trump sugere uma preocupação com o povo iraniano, mas não se vê um esforço concreto para apoiar uma insurreição popular. Medidas como garantir acesso à internet sem restrições parecem estar ausentes, o que torna improvável uma mudança de regime sem intervenção militar direta.

Se a ameaça nuclear não é real e o apoio ao povo iraniano não é genuíno, o que motiva a Operação Fúria Épica? Poderá ser uma guerra desejada por Israel, ou talvez uma busca pelo controle do petróleo, numa tentativa de domínio imperialista. O Irão não é a Venezuela, e a dinâmica política é muito mais complexa. As consequências desta guerra podem ser profundas e duradouras. A pergunta que se coloca é: quem realmente beneficia com esta guerra?

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Fonte: Sapo

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