A farmacêutica portuguesa Bial anunciou a descontinuação do desenvolvimento do BIA 28-6156, um medicamento em fase avançada de testes para a doença de Parkinson. O ensaio clínico de Fase 2b, denominado Activate, não conseguiu atingir os objetivos primários e secundários de eficácia, conforme revelou a empresa em comunicado.
Apesar de o estudo fornecer informações científicas relevantes sobre a biologia da doença de Parkinson, os resultados não mostraram diferenças significativas em relação ao placebo. Diante da falta de eficácia demonstrada, a Bial decidiu interromper o desenvolvimento deste medicamento Parkinson.
O CEO da Bial, António Portela, expressou o seu desapontamento com os resultados do estudo, que não confirmaram as hipóteses inicialmente investigadas. No entanto, reafirmou o compromisso da empresa em continuar a desenvolver tratamentos que possam modificar a progressão da doença de Parkinson. A Bial promete comunicar os resultados de forma responsável e transparente, contribuindo assim para o conhecimento da comunidade científica.
Joerg Holenz, Chief Scientific Officer da Bial, também comentou a situação. Embora esperasse resultados mais positivos, destacou que o estudo Activate oferece aprendizagens valiosas que serão utilizadas para acelerar o desenvolvimento de novas soluções terapêuticas para a doença de Parkinson.
O ensaio clínico envolveu 273 doentes em 85 centros clínicos, abrangendo 11 países da Europa e da América do Norte. Se tivesse sido bem-sucedido, o BIA 28-6156 poderia ter sido o terceiro medicamento desenvolvido pela Bial, após o Zebinix, lançado em 2009, e o Ongentys, introduzido em 2016.
Além disso, a Bial tem estado ativa na área do Parkinson, tendo celebrado um acordo de licenciamento exclusivo com a Sumitomo Pharma America para a comercialização do Kynmobi na União Europeia e no Reino Unido. Este medicamento, que é uma película sublingual, foi lançado em Portugal e Espanha em 2025, oferecendo uma nova opção para doentes que já estão em tratamento.
Com produtos disponíveis em mais de 50 países, a Bial possui unidades de produção e investigação em Portugal, além de filiais em vários países europeus e nos Estados Unidos. A empresa tem também reforçado a sua estratégia de internacionalização, estabelecendo parcerias e acordos de licenciamento a nível global. Recentemente, adquiriu o controlo sobre seis medicamentos da GlaxoSmithKline, destinados ao tratamento da doença pulmonar obstrutiva crónica e da asma.
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Fonte: ECO





