A Associação das Atividades Marítimo-Turísticas do Douro (AAMTD) expressou a sua preocupação em relação ao evento Air Invictus, que, segundo o seu presidente, Hugo Bastos, foi planeado de forma inadequada, comparando a situação a “começar uma casa pelo telhado”. A falta de um planeamento adequado para o rio Douro levanta questões sobre a viabilidade do evento e o impacto que terá nos negócios locais.
Os operadores turísticos da região estão apreensivos com a possibilidade de não conseguirem operar durante os dias do evento, agendado para 19 a 21 de junho. Bastos sublinhou que a ausência de autorização da Autoridade Nacional da Aviação Civil (ANAC) a uma semana do início do evento levanta sérias dúvidas sobre a sua realização. “Como podemos explicar aos nossos clientes internacionais que os nossos planos, feitos com anos de antecedência, estão agora comprometidos?”, questionou o presidente da AAMTD.
Em comunicado, a AAMTD já havia alertado que o evento não tinha a autorização definitiva da ANAC, o que torna a situação ainda mais crítica para os operadores que dependem do turismo fluvial. A associação enfatizou que a falta de planeamento para eventos como o Air Invictus prejudica não só os operadores, mas também os passageiros e os colaboradores envolvidos.
Bastos também destacou que a paragem total da navegação no Douro durante o evento poderá resultar em perdas financeiras significativas, estimadas em milhões de euros. A AAMTD representa 33 operadores do turismo fluvial na região, incluindo navios-hotéis e cruzeiros diários, e tem como missão defender os interesses do setor.
A ANAC, em resposta a questões da Lusa, confirmou que ainda não havia tomado uma decisão sobre o pedido de realização do Air Invictus, que está em fase de avaliação técnica. O regulador da aviação civil explicou que o promotor do evento apresentou alterações recentemente, o que poderá atrasar ainda mais o processo de autorização.
Por outro lado, os promotores do Air Invictus garantem que o evento está a ser preparado de acordo com todos os requisitos legais e que a sua realização não está em causa. Segundo eles, o Air Invictus promete ser o maior evento aéreo e aeroespacial alguma vez organizado em Portugal, com uma vasta oferta de atividades em terra e no ar.
A AAMTD reitera a importância de um planeamento adequado para garantir que todos os operadores possam funcionar sem interrupções. “Temos de ter mais segurança e respeito pelas pessoas que dependem destas atividades. O planeamento é fundamental para o sucesso de todos”, concluiu Bastos.
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Fonte: ECO





