Banco de Portugal reforça supervisão ao crédito até 2026

O Banco de Portugal (BdP) anunciou, numa recente divulgação, que irá intensificar a supervisão ao crédito até 2026, com um foco especial na resiliência financeira das instituições bancárias e na digitalização. Este anúncio surge num contexto global de incerteza e volatilidade, onde a gestão prudente do crédito é mais crucial do que nunca.

As prioridades definidas pelo BdP incluem robustecer a resiliência financeira dos bancos face a choques geopolíticos e incertezas macroeconómicas. O regulador destaca a necessidade de correção nas políticas de fixação de preços das operações de crédito, alertando para a pressão concorrencial que tem levado a uma descida dos preços dos novos empréstimos. Neste sentido, o BdP sublinha que os bancos devem manter padrões de concessão robustos, assegurando que os preços refletem o risco real e os custos associados.

Além disso, o BdP irá monitorizar de forma rigorosa as operações realizadas abaixo dos custos, uma prática que pode comprometer a sustentabilidade a longo prazo das instituições. Os órgãos de administração são instados a acompanhar as tendências externas que possam impactar o setor bancário, como alterações regulamentares e inovações tecnológicas, ajustando as suas estratégias de acordo.

A supervisão ao crédito também se concentrará na avaliação das exposições a setores vulneráveis, bem como na monitorização dos riscos associados à elevada exposição a títulos de dívida. O BdP enfatiza a importância de reconhecer imparidades de forma atempada, especialmente em cenários de deterioração da qualidade dos ativos devido a conflitos internacionais.

Outro eixo da estratégia do BdP para 2026 é a modernização e segurança das instituições bancárias. Com a implementação do regulamento DORA (Digital Operational Resilience Act), os bancos são obrigados a reforçar a proteção contra ciberataques, uma preocupação crescente num mundo cada vez mais digital. O regulador recomenda uma atenção especial à fraude em canais digitais e à adoção de sistemas de inteligência artificial, assegurando que os bancos estejam preparados para responder rapidamente a incidentes sistémicos.

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O BdP espera que as administrações das instituições bancárias adotem uma postura proativa, desafiando os modelos de negócio existentes e adaptando-se às novas realidades do mercado. Em 2026, também se espera a consolidação do pacote legislativo CRR3/CRD6, que implementa as fases finais de Basileia III, com inspeções para garantir a conformidade no cálculo dos ativos ponderados pelo risco.

A supervisão ao crédito, portanto, não se limita apenas a um acompanhamento passivo, mas envolve uma avaliação contínua dos riscos e vulnerabilidades a que as instituições estão expostas. O Banco de Portugal compromete-se a garantir um ambiente bancário seguro e resiliente, que beneficie tanto as instituições como os seus clientes.

Leia também: O impacto da digitalização no setor bancário.

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Fonte: Sapo

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