Moody’s eleva rating da REN para Baa1 com perspetiva estável

A Moody’s Ratings anunciou recentemente a elevação do rating de emissor de longo prazo da REN — Redes Energéticas Nacionais, SGPS, S.A., de Baa2 para Baa1, mantendo a perspetiva estável. Esta decisão é um reflexo da confiança da agência em relação à capacidade da REN de manter os seus principais indicadores de crédito alinhados com o nível Baa1, especialmente após o início de um novo período regulatório para a transmissão de eletricidade em Portugal, que se inicia a 1 de janeiro de 2026.

Além do aumento do rating da REN, a Moody’s também elevou para (P)Baa1 o rating do programa de obrigações sénior não garantidas (MTN) da empresa, assim como os ratings das obrigações sénior não garantidas da subsidiária REN Finance B.V. O novo quadro regulatório, que representa 66% do EBITDA do grupo em 2025, continuará a seguir o modelo Totex, que trata as despesas operacionais e de capital como um único valor total.

A Moody’s destaca que a REN tem, historicamente, superado as expectativas de custos da Entidade Reguladora dos Serviços Energéticos (ERSE), beneficiando de mecanismos de incentivos que podem resultar em ganhos ou perdas anuais de até 20 milhões ou 14 milhões de euros, respetivamente, durante o período de 2026 a 2029. Outro ponto positivo mencionado é o aumento da taxa de remuneração dos ativos regulados para a transmissão de eletricidade, que subiu de 5,2% em 2025 para 6,19% no novo período.

A agência também valoriza a redução significativa das contribuições extraordinárias sobre o setor energético a partir de 2026. O Governo decidiu limitar estas contribuições apenas aos investimentos em transmissão de eletricidade realizados até 2025, excluindo as redes de gás e novos investimentos. Com esta medida, espera-se que as contribuições diminuam cerca de um terço já em 2026, continuando a cair nos anos seguintes.

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Os ratings da REN são sustentados pelo baixo risco associado às suas atividades de rede em regime de monopólio e por um quadro regulatório relativamente estável. No entanto, a Moody’s alerta para o nível de alavancagem da empresa, que é relativamente elevado em comparação com os seus pares, e para a elevada distribuição de resultados aos acionistas, com um payout ratio estimado entre 70% e 75%.

A perspetiva estável sugere que a REN deverá manter rácios de crédito confortavelmente acima dos mínimos exigidos para o rating Baa1. A Moody’s indica que poderia considerar uma nova elevação do rating caso a empresa melhore de forma sustentada os seus resultados e perfil de alavancagem. Por outro lado, uma deterioração dos rácios ou alterações regulatórias desfavoráveis poderiam resultar numa descida do rating.

Em 2025, a REN gerou 516 milhões de euros de EBITDA e é responsável pela transmissão de eletricidade e gás em Portugal, bem como pela distribuição de gás através da Portgás, operando em regime de concessão de longo prazo. Leia também: O impacto das novas regulamentações no setor energético.

rating da REN rating da REN rating da REN rating da REN Nota: análise relacionada com rating da REN.

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Fonte: Sapo

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